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Superprodução de leite durante a lactação


Da mesma forma que a hipogalactia (baixa produção de leite materno) é um fenômeno relativamente frequente e que causa grande preocupação para as mães, a hipogalactia (hiperprodução de leite materno) é uma condição clínica muito menos conhecida e pouco falada, dentro e fora da comunidade científica.

O que exatamente é hipergalactia e como ela afeta a amamentação?

Como regra geral, a quantidade de leite produzida é condicionada pela demanda que a criança exerce. Na hipergalactia, há um desequilíbrio entre oferta e demanda. Assim, a produção de leite é maior do que a demanda do bebê.

A causa que desencadeia essa abundância produtiva é desconhecida, e o quadro tem certa tendência a se repetir em gestações sucessivas.

Embora, do ponto de vista conceitual, a superprodução de leite possa parecer benigna e inconseqüente, frequentemente gera sintomas na criança. Os sintomas mais alarmantes são: engasgo, cianose (cor azulada da pele), tosse e vômito. Além disso, pode haver irritabilidade. Devido a esses fatos, o quadro costuma ser confundido com doença do refluxo gastroesofágico. A mãe, por sua vez, manifesta sintomas derivados de congestão torácica.

Do ponto de vista terapêutico, as estratégias mais eficazes são: promover um 'efeito beliscão' no seio no início da amamentação, oferecendo mamadas frequentes (antes de a criança receber o seio com muita fome), permitindo que a criança pare os momentos necessários durante a tomada.

A evolução costuma ser favorável. Por volta dos três meses de amamentação, as mães costumam relatar a resolução do processo.

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